segunda-feira, 25 de setembro de 2017

MÊS DA BÍBLIA 2017 - PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO AOS TESSALONICENSES

Trata-se do primeiro escrito neotestamentário. Ele foi redigido em Corinto por volta do ano 50 da Era Cristã. A 1ª Carta de São Paulo aos Tessalonicenses é o primeiro documento escrito do cristianismo.
Devido a perseguição, Paulo foi obrigado a deixar a cidade de Filipos às pressas, dirigindo-se para Tessalônica (Cf. At 16, 19-40), uma cidade que na época, tinha intenso comércio e para onde convergiam inúmeros pregadores e pensadores das mais diversas religiões e filosofias. Ali Paulo constituiu uma comunidade pequena de seguidores do Evangelho, mas novamente, por causa da perseguição, ele é obrigado a fugir (Cf. At 17, 1-10).

A congregação à qual Primeira Tessalonicenses foi dirigida sofreu perseguição praticamente desde o início. Depois de chegar a Tessalônica, Paulo pregou na sinagoga local por três sábados. Considerável número de pessoas tornaram-se crentes, e formou-se uma congregação. Judeus fanáticos, porém, provocaram violento motim (JW, s/d, s/p).

Por ser um centro comercial e de grande diversidade filosófica e religiosa, a semente do cristianismo corria riscos de não prosperar. Assim, Paulo envia Timóteo e Silas para animar a fé daquele grupo recém-criado. Ao saber dos seus colaboradores que a fé cristã está viva e fervorosa, ele escreve a sua primeira carta aos irmãos tessalonicenses “sendo umas das cartas autenticamente paulinas. Surge do relato que Timóteo faz a Paulo sobre a comunidade de Tessalônica” (HAMMES, s/d, s/p).
O apóstolo dos gentios[1] aborda no primeiro capítulo sobre a tribulação que o povo de Deus em Tessalônica vinha sofrendo. Ele referia-se às pressões, opressões e repressões que os irmãos tinham que suportar. No capítulo segundo, Paulo faz uma reflexão profunda do seu trabalho missionário entre os tessalonicenses, expondo suas intenções e motivações – mostrando ao povo que ele estava “longe dos olhos, mas não do coração” (1Ts 2,17b - BÍBLIA SAGRADA) e, ainda, externando seu amor à comunidade. Pois é a experimentação mútua do amor e sua vivencia constante, o sinal maior que indicará a autenticidade cristã. Além disso Paulo exorta a comunidade a viver de maneira alegre (Cf. 1Ts 5,16).
Como a missão de uma comunidade cristã marcada pela perseguição e tribulação no mundo greco-romano, a Carta propõe a prática das três virtudes: a fé ativa na obra do Deus Pai e Mãe; o amor capaz de sacrifício para formar a fraternidade; a firme esperança para assegurar a caminhada rumo a construção do Reino da Vida (VERBO DIVINO, s/d, s/p).

Por se tratar de uma cidade pagã, Tessalônica tinha um povo que não possuía restrições sexuais. Assim, cabia aos cristãos locais tornarem luz em meio às trevas. Paulo recorda aos irmãos que o corpo é digno de respeito e que, portanto, não pode ser transformado em mero objeto de prazer.
Na Carta, Paulo ainda fala da esperança na ressurreição. Ela não dirige-se apenas aos irmãos vivos, mas alcançaria os que já haviam falecido. Todos, vivos ou mortos, são alvo da misericórdia de Deus, por meio de Jesus, o Senhor.
Mas o apostolo também alerta que a “parusia[2] definitiva” de Cristo, virá em dia oculto a nós humanos e do qual só o Pai sabe (Cf. Mc 13, 32), cabendo aos cristãos apenas esperar e vigiar (Cf. 1Ts 5: 4-11).
SETEMBRO/2017

REFERÊNCIAS

ABIBLIA. O que é gentio? Por que Paulo é chamado de apóstolo dos gentios? Paulo é um gentio? 22/06/2012. Disponível em< http://www.abiblia.org/ver.php?id=4083>. Acesso em 25.09.2017.

BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. Paulus: São Paulo, 1990.

CN. Canção Nova. Formação. A Eucaristia é parusia, presença real de Jesus Cristo. Disponível em . Acesso em 25.09.2017.

HAMMES, Ir. Mari Luzia.  Primeira Carta aos Tessalonicenses. Disponível em . Acesso em 24.09.2017.

JW. Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania. Tessalonicenses, Cartas aos. Disponível em . Acesso em 25.09.2017.

VERBO DIVINO. A Primeira Carta aos Tessalonicenses. Disponível em . Acesso em 23.09.2017.




[1] Gentio é o vocábulo português usado para traduzir a palavra hebraica goym ou gojim (em hebraico: singular goj גוי, plural גוים), que indica quem não é judeu ou israelita. É uma palavra, com as diferentes variações, que aparece mais de 550 vezes na Bíblia. [...]Paulo é chamado apóstolos dos gentios porque levou a mensagem de Cristo sobretudo às populações fora de Israel, aos pagãos, aos gregos e romanos, a não-judeus (ABIBLIA, 2012, s/p).

[2] A Eucaristia é parusia (ou parúsia), presença real de Cristo sob as espécies eucarísticas, presença sacramental. Na Eucaristia, já acontece a vinda de Jesus, porém, não na Sua segunda e definitiva vinda. Assim, parusia significa vinda, chegada ou advento (CN, s/d, s/p).

terça-feira, 22 de agosto de 2017

MEU BRASIL HOJE VAI MAL

É importante que se diga: meu país está sendo destroçado pela elite canalha que não se conforma com a implantação da verdadeira Justiça Social. 

Muitas injustiças estão sendo espargidas contra os trabalhadores e trabalhadoras – da cidade e do campo – por meio de reformas fajutas e inumanas nas leis até então em vigor.

O que mais me assusta é que muitos dos que promovem este verdadeiro “genocídio de direitos sociais” autoproclamam-se cristãos. Canalhas! Sepulcros caiados! (cf. Mt 23,27-32) Não entenderam ainda o que é ostentar a insígnia de ser “outro cristo” no mundo. Afinal, 

Devemos sempre estar alertas em relação à nossa vivência da fé porque, se não nos cuidarmos, podemos criar um abismo muito grande entre o que falamos e o que vivemos ou, pior ainda, podemos viver uma religiosidade de aparências, uma religiosidade ritual em detrimento de uma real vivência de fé, de uma resposta pessoal aos apelos que nos são feitos para que assumamos os compromissos do nosso batismo a partir de uma vida verdadeiramente profética que denuncie os contravalores do mundo e anuncie a verdade dos valores que foram pregados por Jesus Cristo. Deste modo, a nossa vida religiosa não será simplesmente ritual, mas também compromisso (FRANCISCANOS, 2013, s/p).

Vivemos uma situação econômica, moral, institucional, política e social insustentável. A classe trabalhadora está fruindo de migalhas do pão amassado pela “elite demoníaca” que domina os meios de produção. O governo golpista e impopular retira, com a ajuda do Congresso Nacional, os direitos daqueles e daquelas que carregam nas costas o pesado fardo de serem contribuintes explorados e por vezes expropriados da sua dignidade! 

É intransigente e imoral qualquer forma de resistência aos clamores da classe proletária. Os governos não podem responder ao grito de luta do operariado, com “tiros, jatos de água, gás lacrimogênio[1] e/ou bombas de efeito moral[2]”. Isso é ilícito do ponto de vista da democracia plena. A resposta esperada é o atendimento das necessidades da massa sofredora. O contrário disso é fascismo.
O pensamento fascista costuma emergir e ganhar força em contextos de crise – econômica, social ou política –, quando se apresenta como solução radical. Mobilizando os sentimentos legítimos de sofrimento ou injustiça, o fascismo impulsiona e enfatiza a ideia de que o grupo que defende é a grande vítima de uma situação a ser revertida. Como toda vítima tem um algoz, o fascismo aponta um inimigo que deve ser exterminado (BETONI, s/d, s/p).

As reivindicações populares não podem ser reprimidas ferozmente com empuxos de insolência e prepotência, seja da parte do governo, seja da parte do capital – nacional ou internacional – pois é licita a denúncia dos atos maquiavélicos e espúrios de um sistema falido e gélido.

Os planos repressivos dos tiranos, déspotas e ditadores devem sucumbir e serem substituídos pelas manifestações de pensamento, os protestos pacíficos e a greve – de cada cidadão e cidadã. Isso é o ápice democrático. Isso é queda da plutocracia!  

Portanto, nacionais, naturalizados e estrangeiros residentes... somos conclamados a não nos calarmos diante da situação caótica quem que se encontra o Brasil. Avante! Não compactuemos com o retrocesso. Isso é suicídio da nossa cidadania. Pensemos, Falemos. Não Nos calemos!

Pela Justiça, Pela Democracia, pela Defesa dos Direitos!
Paz e Bem!
Eduardo Melo

REFERÊNCIAS


BETONI, Camila.  Fascismo. Infoescola. Disponível em <http://www.infoescola.com/historia/fascismo/>. Acesso em 21.08.2017.


FRANCISCANOS. Sepulcros caiados. Reflexão – Mt 23, 27-32. 28/08/2013. Disponível em . Acesso em 21.08.2017.

MUNDO ESTRANHO. O que são bombas de efeito moral? Disponível em . Acesso em 21.08.2017.

RONCOLATO, Murilo. Como funcionam as bombas de gás lacrimogêneo. Revista Galileu. Disponível em < http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI339395-17770,00-COMO+FUNCIONAM+AS+BOMBAS+DE+GAS+LACRIMOGENEO.html>. Acesso em 22.08.2017.




[1] Bombas de gás lacrimogêneo são estruturas de metal disparadas por armas lançadoras que, após explodir, liberam um gás basicamente composto de 2-clorobenzilideno malononitrilo, o chamado gás CS. Trata-se de uma substância sólida que misturada a solventes toma a forma de aerosol ácido, que em contato com os olhos causam lacrimajemento intenso e queimação (RONCOLATO, s/d, s/p).

[2] Elas fazem parte dos chamados “armamentos de distração”, usados quando se quer amedrontar ou incapacitar um inimigo sem matá-lo (MUNDO ESTRANHO, s/d, s/p).

VOCAÇÃO

No mês de agosto a Igreja convida-nos a vivenciar mais de perto a (s) nossa (s) vocação (ões). Com o coração sempre aberto aos desígnios do Pai Eterno, devemos refletir mais profunda e intensamente sobre a vontade de Deus em nossas vidas. Não importa onde estejamos ou o nosso estado de vida (leiga, sacerdotal, religiosa, etc.), o que se pretende é viver de maneira mais digna possível a vocação a qual somos chamados.
Durante todo o mês vocacional, a Igreja reserva um domingo para celebrar cada um dos tipos de vocação. O primeiro é dedicado ao ministério ordenado (diáconos, presbíteros e epíscopos), o segundo volta-se a refletir sobre a vocação à vida em família (pai e mãe), o terceiro domingo é destinado a meditar sobre a vida dos consagrados seculares e religiosos; o quarto domingo de agosto é usado para aprofundar o chamado de Deus às vocações leigas ligadas às variadas formas de serviços e ministérios desenvolvidos no seio da comunidade: catequese, leitores, animadores de comunidades, missionários, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, etc.
Vocação quer dizer chamado[1]. E nosso primeiro chamado é à “existência na terra”. O segundo é ao amor. Nossa terceira vocação é o chamado à “vida cristã, a vida em comunidade”. E assim por diante. Essas três primeiras convocações divinas são essenciais, indispensáveis e, portanto, fundamentais para todos e todas que desejam seguir o Divino Mestre.
Muitos são os lugares para se chegar com a luz de Cristo, mas poucos são os portadores dessa luz. Cabe ao Povo de Deus rezar ao Dono da Messe (cf. Mt 9,37-38) para que mande trabalhadores para a mesma. Afinal, a oração e a doação diária criam condições favoráveis para o desenvolvimento de novas e santas vocações.
É preciso rezar e empreender esforços para que as novas vocações surjam. Muitas pessoas ainda não despertaram para a sua vocação específica. Como disse padre Zezinho: “Quase ninguém tem tempo... E o mundo passando fome, passando fome de Deus” (PADRE ZEZINHO, s/d, s/p). Rezemos, pois, pelas vocações!      
Paz e Bem!
Eduardo Melo

REFERÊNCIAS

PAULINAS. O que é Vocação. Disponível em < http://www.irmaspaulinas.org.br/vocacao/ >. Acesso em 21.08.2017.
PADRE ZEZINHO. Vocação. Disponível em . Acesso em 20.08.2017.




[1] Na verdade, o significado da palavra vocação é bastante amplo e tem sua origem no verbo latino vocare, que significa “chamar ou chamamento”No âmbito religioso, trata-se de um chamado que provém da boca Daquele que tudo criou pela força de sua Palavra: Deus. Portanto, compreender a vocação como um dom é reconhecer que, em todas as circunstâncias, Deus nos chama a viver e realizar seu projeto de amor (PAULINAS, s/d, s/p).

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