terça-feira, 22 de agosto de 2017

MEU BRASIL HOJE VAI MAL

É importante que se diga: meu país está sendo destroçado pela elite canalha que não se conforma com a implantação da verdadeira Justiça Social. 

Muitas injustiças estão sendo espargidas contra os trabalhadores e trabalhadoras – da cidade e do campo – por meio de reformas fajutas e inumanas nas leis até então em vigor.

O que mais me assusta é que muitos dos que promovem este verdadeiro “genocídio de direitos sociais” autoproclamam-se cristãos. Canalhas! Sepulcros caiados! (cf. Mt 23,27-32) Não entenderam ainda o que é ostentar a insígnia de ser “outro cristo” no mundo. Afinal, 

Devemos sempre estar alertas em relação à nossa vivência da fé porque, se não nos cuidarmos, podemos criar um abismo muito grande entre o que falamos e o que vivemos ou, pior ainda, podemos viver uma religiosidade de aparências, uma religiosidade ritual em detrimento de uma real vivência de fé, de uma resposta pessoal aos apelos que nos são feitos para que assumamos os compromissos do nosso batismo a partir de uma vida verdadeiramente profética que denuncie os contravalores do mundo e anuncie a verdade dos valores que foram pregados por Jesus Cristo. Deste modo, a nossa vida religiosa não será simplesmente ritual, mas também compromisso (FRANCISCANOS, 2013, s/p).

Vivemos uma situação econômica, moral, institucional, política e social insustentável. A classe trabalhadora está fruindo de migalhas do pão amassado pela “elite demoníaca” que domina os meios de produção. O governo golpista e impopular retira, com a ajuda do Congresso Nacional, os direitos daqueles e daquelas que carregam nas costas o pesado fardo de serem contribuintes explorados e por vezes expropriados da sua dignidade! 

É intransigente e imoral qualquer forma de resistência aos clamores da classe proletária. Os governos não podem responder ao grito de luta do operariado, com “tiros, jatos de água, gás lacrimogênio[1] e/ou bombas de efeito moral[2]”. Isso é ilícito do ponto de vista da democracia plena. A resposta esperada é o atendimento das necessidades da massa sofredora. O contrário disso é fascismo.
O pensamento fascista costuma emergir e ganhar força em contextos de crise – econômica, social ou política –, quando se apresenta como solução radical. Mobilizando os sentimentos legítimos de sofrimento ou injustiça, o fascismo impulsiona e enfatiza a ideia de que o grupo que defende é a grande vítima de uma situação a ser revertida. Como toda vítima tem um algoz, o fascismo aponta um inimigo que deve ser exterminado (BETONI, s/d, s/p).

As reivindicações populares não podem ser reprimidas ferozmente com empuxos de insolência e prepotência, seja da parte do governo, seja da parte do capital – nacional ou internacional – pois é licita a denúncia dos atos maquiavélicos e espúrios de um sistema falido e gélido.

Os planos repressivos dos tiranos, déspotas e ditadores devem sucumbir e serem substituídos pelas manifestações de pensamento, os protestos pacíficos e a greve – de cada cidadão e cidadã. Isso é o ápice democrático. Isso é queda da plutocracia!  

Portanto, nacionais, naturalizados e estrangeiros residentes... somos conclamados a não nos calarmos diante da situação caótica quem que se encontra o Brasil. Avante! Não compactuemos com o retrocesso. Isso é suicídio da nossa cidadania. Pensemos, Falemos. Não Nos calemos!

Pela Justiça, Pela Democracia, pela Defesa dos Direitos!
Paz e Bem!
Eduardo Melo

REFERÊNCIAS


BETONI, Camila.  Fascismo. Infoescola. Disponível em <http://www.infoescola.com/historia/fascismo/>. Acesso em 21.08.2017.


FRANCISCANOS. Sepulcros caiados. Reflexão – Mt 23, 27-32. 28/08/2013. Disponível em . Acesso em 21.08.2017.

MUNDO ESTRANHO. O que são bombas de efeito moral? Disponível em . Acesso em 21.08.2017.

RONCOLATO, Murilo. Como funcionam as bombas de gás lacrimogêneo. Revista Galileu. Disponível em < http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI339395-17770,00-COMO+FUNCIONAM+AS+BOMBAS+DE+GAS+LACRIMOGENEO.html>. Acesso em 22.08.2017.




[1] Bombas de gás lacrimogêneo são estruturas de metal disparadas por armas lançadoras que, após explodir, liberam um gás basicamente composto de 2-clorobenzilideno malononitrilo, o chamado gás CS. Trata-se de uma substância sólida que misturada a solventes toma a forma de aerosol ácido, que em contato com os olhos causam lacrimajemento intenso e queimação (RONCOLATO, s/d, s/p).

[2] Elas fazem parte dos chamados “armamentos de distração”, usados quando se quer amedrontar ou incapacitar um inimigo sem matá-lo (MUNDO ESTRANHO, s/d, s/p).

VOCAÇÃO

No mês de agosto a Igreja convida-nos a vivenciar mais de perto a (s) nossa (s) vocação (ões). Com o coração sempre aberto aos desígnios do Pai Eterno, devemos refletir mais profunda e intensamente sobre a vontade de Deus em nossas vidas. Não importa onde estejamos ou o nosso estado de vida (leiga, sacerdotal, religiosa, etc.), o que se pretende é viver de maneira mais digna possível a vocação a qual somos chamados.
Durante todo o mês vocacional, a Igreja reserva um domingo para celebrar cada um dos tipos de vocação. O primeiro é dedicado ao ministério ordenado (diáconos, presbíteros e epíscopos), o segundo volta-se a refletir sobre a vocação à vida em família (pai e mãe), o terceiro domingo é destinado a meditar sobre a vida dos consagrados seculares e religiosos; o quarto domingo de agosto é usado para aprofundar o chamado de Deus às vocações leigas ligadas às variadas formas de serviços e ministérios desenvolvidos no seio da comunidade: catequese, leitores, animadores de comunidades, missionários, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, etc.
Vocação quer dizer chamado[1]. E nosso primeiro chamado é à “existência na terra”. O segundo é ao amor. Nossa terceira vocação é o chamado à “vida cristã, a vida em comunidade”. E assim por diante. Essas três primeiras convocações divinas são essenciais, indispensáveis e, portanto, fundamentais para todos e todas que desejam seguir o Divino Mestre.
Muitos são os lugares para se chegar com a luz de Cristo, mas poucos são os portadores dessa luz. Cabe ao Povo de Deus rezar ao Dono da Messe (cf. Mt 9,37-38) para que mande trabalhadores para a mesma. Afinal, a oração e a doação diária criam condições favoráveis para o desenvolvimento de novas e santas vocações.
É preciso rezar e empreender esforços para que as novas vocações surjam. Muitas pessoas ainda não despertaram para a sua vocação específica. Como disse padre Zezinho: “Quase ninguém tem tempo... E o mundo passando fome, passando fome de Deus” (PADRE ZEZINHO, s/d, s/p). Rezemos, pois, pelas vocações!      
Paz e Bem!
Eduardo Melo

REFERÊNCIAS

PAULINAS. O que é Vocação. Disponível em < http://www.irmaspaulinas.org.br/vocacao/ >. Acesso em 21.08.2017.
PADRE ZEZINHO. Vocação. Disponível em . Acesso em 20.08.2017.




[1] Na verdade, o significado da palavra vocação é bastante amplo e tem sua origem no verbo latino vocare, que significa “chamar ou chamamento”No âmbito religioso, trata-se de um chamado que provém da boca Daquele que tudo criou pela força de sua Palavra: Deus. Portanto, compreender a vocação como um dom é reconhecer que, em todas as circunstâncias, Deus nos chama a viver e realizar seu projeto de amor (PAULINAS, s/d, s/p).

sábado, 8 de julho de 2017

A elegância no comportamento


Martha Medeiros

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. 

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição....

Sobrenome, joias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza; atitudes gentis falam mais que mil imagens...

Abrir a porta para alguém? É muito elegante.

Dar o lugar para alguém sentar? É muito elegante.

Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...

Oferecer ajuda? Muito elegante.

Olhar nos olhos ao conversar? Essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licença para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. 

Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe: não é frescura.

Flickr